Quais são as principais causas da Displasia Coxofemoral?
O componente genético que seu pet recebeu dos ancestrais dele é o principal fator no desenvolvimento da doença, contudo, fatores ambientais (piso), nutricionais (excesso de alimento e ou suplemento de cálcio com ganho rápido de massa muscular), devem também ser levados em consideração no desenvolvimento da displasia. Os dois lados do quadril e ambos machos e fêmeas são comumente afetados.
Quais as raças mais afetadas pela Displasia Coxofemoral Canina?
As raças mais acometidas pela displasia de quadril em cães, são principalmente o Labrador e o Golden Retrievers, o Rottweiler, o Pastor Alemão, o Bernese Mountain Dog, o São Bernardo, o Dogue Alemão, e o Buldogue Inglês. Qualquer raça canina considerada de tamanho médio, grande e ou gigante, poderá desenvolver a displasia. Vale ressaltar que cães de raças pequenas como Yorkshires, Pugs e outras, além dos gatos de raças mais pesadas, têm comparecido com certa freqüência em nossa clínica nos últimos anos.
Em qual faixa etária os cães ou os gatos são afetados pela Displasia Coxofemoral?
Por volta dos 4 aos 10 meses de idade os animais poderão apresentar dor no quadril e manqueira. Muitos outros pets chegarão tardiamente para o tratamento, quando já forem adultos, e apresentando todos eles um severo grau de osteoartrose (artrite) na articulação coxofemoral envolvida.
Quais sinais e sintomas são característicos da Displasia Coxofemoral?
Ao exame físico, os animais podem ser normais (Figura 1) e as suspeitas não se confirmarem (outras causas que confundem o médico veterinário não especializado em ortopedia veterinária), ou realmente serem displásicos (Figura 2) apresentando dor no quadril, manqueira ou claudicação que piora após o exercício, histórico de diminuição da atividade física (evitam saltar, correr, subir ou descer escadas, sofás e camas), calcanhares virados “para dentro”, atrofia da musculatura da coxa, aumento da musculatura dos ombros, entre outros. O exame simples de Raio-X das articulações coxofemorais é esclarecedor nos animais com suspeita de displasia do quadril. A Técnica de Raio-X Penn-Hip, consegue detectar quais filhotes irão desenvolver a doença da displasia coxofemoral.
Displasia Coxofemoral em cães tem cura? Qual é o tratamento?
O tratamento pode levar à “cura” da displasia coxofemoral, se considerarmos alguns fatores e escolhas que deverão ser feitos pelo médico veterinário especializado em ortopedia veterinária.
Quanto mais especializado for esse profissional, podemos dizer então que a “cura será atingida”. A cirurgia mais eficaz em restaurar a função, em preparar para a recuperação da massa muscular perdida, em remover totalmente a dor, em trazer de volta a felicidade que seu pet e você merecem chama-se Prótese Total de Quadril – PTQ
O que posso fazer para prevenir a Displasia Coxofemoral no meu cachorro?
Alimentação balanceada
Uma alimentação balanceada é essencial para o desenvolvimento saudável dos ossos e articulações do cachorro. Por isso, é importante oferecer ao seu cane corso uma dieta rica em nutrientes, como cálcio, fósforo e vitamina D.
Exercícios regulares
Os exercícios regulares são importantes para manter o peso ideal do cachorro e fortalecer os músculos das pernas. No entanto, é importante evitar exercícios intensos ou repetitivos, que podem sobrecarregar as articulações.
Controle de peso
O excesso de peso pode aumentar o risco de displasia coxofemural. Por isso, é importante manter o seu cane corso no peso ideal.
Prevenção de lesões
Evite que o seu cane corso corra ou salte de alturas elevadas, pois isso pode causar lesões nas articulações.
Radiografias
As radiografias são o exame mais preciso para diagnosticar a displasia coxofemural. Elas devem ser feitas a partir dos 2 anos de idade, para que o diagnóstico seja preciso.
Se o seu cane corso for diagnosticado com displasia coxofemural, é importante seguir as orientações do veterinário para o tratamento. O tratamento pode incluir medicamentos, fisioterapia e, em casos graves, cirurgia.
Aqui estão algumas dicas adicionais para ajudar a prevenir a displasia coxofemural em seu cane corso:
- Escolha um criador responsável, que faça o controle de displasia coxofemural nos pais do filhote.
- Forneça ao seu filhote um ambiente seguro e livre de obstáculos.
- Leve o seu filhote ao veterinário regularmente para exames de rotina.
Ao tomar esses cuidados, você pode ajudar a reduzir o risco de que seu cane corso desenvolva displasia coxofemural.
Qualquer cão que viva em condições adversas, como piso liso e má alimentação está sujeito à displasia. Observe este breve resumo das classificações de displasia coxofemural:
HDa: Articulações perfeitas (apto para reprodução)
HDb: Articulações boas (apto para reprodução)
HDc: Displasia leve (permitida para reprodução, desde que o outro indivíduo seja HDa ou HDb)
HDd: Displasia moderada (NÃO apto para reprodução)
HDe: Displasia grave (NÃO apto para reprodução)
Podem ser feitos exames radiologico aos 15 meses (preliminar) e 24 meses de idade(definitivo).
Fonte: OrtoPet
Tiago de Souza Bernardes e Ludmila Costa Bastos Bernardes
Criadores de Cane Corso Italiano em Brasília.
