Microchip em Cane Corso
Antes de qualquer suspense:
Todos os nossos cães adultos são microchipados e todos os nossos filhotes têm o
número do microchip impresso em seu pedigree.
Esta política de microchipagem em
todos os nossos exemplares visa sanar diversas questões, entre elas:
- Em caso de fuga ou roubo dos
cães, caso encontrados, o microchip subcutâneo identificará exatamente quem é aquele
exemplar;
- Comprovar exatamente quem são
os pais dos filhotes;
- Nas exposições, comprovar quem
são os cães que estão sendo apresentados;
- Gerar histórico de saúde na
clínica veterinária em caso de plano de saúde;
- Para viagens de avião, o
microchip é obrigatório para diversos trajetos, especialmente os
internacionais.
- Outra questão importante é trazer
exclusividade e unicidade ao animal, inclusive para o rastreio de doenças
genéticas.

Como funciona a Microchipagem
O microchip que utilizamos é o
da própria CBKC/AnimallTag, destinado à criadores e com quantitativo mínimo de
10 microchips por pedido.
Cada microchip é envolto em uma cápsula pouco maior que um grão de arroz e já vem com o aplicador individual, um pingente para a coleira, um cartão e certificado de microchipagem. (https://www.animalltag.com.br/microchipcbkc/)
A aplicação é realizada na
cernelha do animal e tende a não “navegar” sob a pele deles, permanecendo
sempre no local onde foi aplicado.
Uma vez inserido o microchip,
basta passar o leitor e confirmar o número do microchip com o que está no
pedigree.
O próximo passo é o proprietário
do animal que deverá acessar o site da fabricante do microchip, para efetuar o
cadastro completo, colocando o número do pedigree, dados do animal e do
proprietário. É dessa forma que o link entre o animal e o dono se dará, através
do número de série do microchip e do cadastro no site. Existem outros sites
onde o criador também poderá efetuar o cadastro.
Em todos os nossos contratos
consta o nome do filhote, o código do pedigree e o número do microchip.

Necessidades Especiais
O microchip atual apresenta uma
série de situações:
- Necessidade de Leitores: Os leitores devem
ser adquiridos por criadores, veterinários, clínicas, banhos e tosa, hotéis,
protetores, clubes, etc. Somente assim haveria um volume significativo de
profissionais da área utilizando e lendo.
Um animal perdido poderia ser
facilmente localizado se a cultura dos microchips e o uso dos leitores estivesse
em nosso quotidiano. Entretanto existem poucos leitores de microchip e pode
acontecer do microchip nunca ser lido.
- Vários sites para ler. Mesmo que o microchip
seja lido, o outro desafio será descobrir em quais dos sites o número está
cadastrado.
- Microchip não é DNA. Ao efetuar o registro dos filhotes, ter o microchip não garante que de fato os filhotes são mesmo dos pais informados. Para isso deveria ser realizado um exame de DNA, mas esse é um assunto para outro artigo.
- A cultura do microchip ainda não está difundida. Com isso é pouco provável que um cão, mesmo de raça, ao ser encontrado na rua, tenha um microchip para identificá-lo. Dessa forma as autoridades e demais envolvidos no ramo pet nem pensam em tentar ler um eventual microchip.
- Solução de outro Segmento que foi adaptado. O microchip que se tem usado tem uma eficiência muito maior para cuidar de lotes de animais, que não é o caso dos pet’s. É uma solução para agilizar o manejo de gado, ovelhas ou mesmo cavalos. E mesmo assim os microchips deles geralmente não são subcutâneos.
A expectativa das próximas versões
A grande expectativa dos
clientes é que o microchip possua condições de rastreamento e que a leitura dos
microchips possa ser feita pelo celular.
Já existem microchips
subcutâneos com tecnologia NFC, ou seja, que podem ser lidos por qualquer
celular e que já o direcionem para o site onde as informações estão armazenadas.
Estuda-se, inclusive que sempre
que for lido o microchip, que o proprietário do animal cadastrado será informado
a localização onde foi realizada a leitura.
Um dos maiores dificultadores para
a popularização do microchip são os leitores. Dessa forma ele seria eliminado e
poderia se utilizar qualquer smartphone moderno.
A popularização do microchip
pode se dar por dois caminhos. O primeiro seria por meio da legislação e o
segundo pela percepção de benefícios. Quanto a percepção de benefícios, estamos
fazendo a nossa parte para microchipando e conscientizando proprietários dos
nossos cães e colegas proprietários de canil quanto a necessidade da
microchipagem obrigatória e para todos.
Nossa conclusão
Se existem casos em que a
microchipagem é obrigatória, significa que é uma tendência.
O microchip tem um custo a ser considerado.
Não figura entre os custos mais altos da criação, mas demonstra a seriedade do
canil e é nisso que nos apegamos.
Existe a possibilidade de que um
animal perdido possa ser encontrado via microchip, mas as chances para que isso
ocorra atualmente e infelizmente ainda são pequenas.
Caso um cliente necessite do
microchip por motivo de viagem, ou de participação em uma exposição, ou de
saúde, preferimos já ter resolvido este caminho para ele.
É um custo, é um investimento, é um diferencial, mas sobretudo, é uma percepção de valor.
